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Brasil e Estados Unidos realizaram nesta sexta-feira (25), em Genebra, consultas formais na OMC sobre as tarifas adicionais impostas pelos EUA a produtos brasileiros.

Representantes do Brasil e dos Estados Unidos se reuniram nesta sexta-feira (25), em Genebra, na Organização Mundial do Comércio (OMC), para discutir as tarifas adicionais aplicadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

Entrada do prédio da Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra, Suíça, em 22 de junho de 2007 - Sputnik Brasil, 1920, 06.08.2025

A reunião faz parte da primeira etapa do mecanismo de solução de controvérsias da OMC. O Brasil questiona tarifas que, em determinados produtos, podem chegar a 37,5%, resultado da combinação de diferentes medidas adotadas pelos Estados Unidos.

O governo brasileiro apresentou o caso à OMC em 27 de julho de 2026. Segundo o Itamaraty, o Brasil considera que as medidas norte-americanas são incompatíveis com compromissos assumidos pelos Estados Unidos no âmbito da organização.

Participação da China

Antes da reunião, os Estados Unidos rejeitaram o pedido da China para participar das consultas. Washington argumentou que o caso apresentado pelo Brasil não envolve medidas direcionadas à China.

A China havia solicitado participação alegando possuir interesse comercial substancial na disputa. Pelas regras da OMC, a entrada de um terceiro país depende da autorização dos países envolvidos na consulta.

Próximos passos

As consultas abrem um período para que Brasil e Estados Unidos busquem uma solução negociada. Segundo a CNN Brasil, o prazo previsto é de 60 dias para as partes tentarem chegar a um acordo.

Caso não haja entendimento, o Brasil poderá solicitar a criação de um painel de especialistas da OMC, que analisaria a compatibilidade das medidas contestadas com as regras da organização.

A disputa ocorre paralelamente a outros contatos diplomáticos e comerciais entre Brasília e Washington, enquanto os dois governos também discutem as relações econômicas bilaterais.

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